Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Xii, tou feita!

Normalmente eu rio-me deste assunto, mas isto é coisa séria, hein?!

 

Raparigas com 18 anos ou mais, acautelem-se e tomem atenção! Este texto é para vós! (Mas, rapazes, atenção a vós também, isto implica todo o mundo!)

Disse-nos o nosso professor de Psicologia - um senhor já pró velhote, barrigudozinho, de óculos-fundo-de-garrafa, pouco cabelo, sotaque brasileiro, tendência para falar pelos cotovelos e ideias contraditórias e meio-amalucadas - que raparigas da idade que referi que não tenham, actualmente, um namorado... têm, nada mais nada menos, (e resumidamente)... uma doença mental! É isso mesmo! Quem não tiver namorado... toca a procurar psicólogo que vos acompanhe devidamente, porque o caso é bicudo!

E nada de irem a correr arranjar um namorado qualquer, hein?! Pelos vistos, os requisitos para se ser mentalmente saudável são:

* Que o dito rapaz seja mais velho que vocês;

* Que, de preferência, não esteja na mesma turma/curso, uma vez que isso não parece nada bem;

* Não precisam de gostar muito dele, porque - e isto são palavras precisas do meu professor - "mais vale mal acompanhado que só!";

* Não devem, portanto, esperar que apareça o príncipe encantado, mas aceitar convites aqui e ali e 'ir tendo' namorados, porque não é saudável ter só um e esperar que vá ser ele o pai dos nossos filhos;

* Apesar dos dois pontos anteriores, contribui para uma higiene mental adequada o facto de terem uma relação afectiva estável (não entendo, no entanto, como, se não podemos ter só um namorado ao longo da vida, mas sim vários...); 

* Devem praticar 'o amor' com bastante frequência, mas atenção, meninas, só se gostarem meeesmo muuuito do dito rapaz, "não vão no jogo dos homens", referiu o [pseudo]sábio senhor.

* ... 

 

Enfim... eu podia estar aqui a referir um sem-número de coisas que o meu Professor disse, mas fico-me por estas. Eu respeito o senhor e acho que em termos de matéria das aulas, ele até tem relativo jeitinho para explicar as coisas, mas há temas sobre os quais eu não consigo concordar, como por exemplo, este. Não sei o que pensam, vocês, leitores, mas eu não consigo imaginar-me a ter um namorado só por ter (ou só por dizer que tenho namorado, para não parecer mal) e a procurá-lo no meio da população masculina de idade superior a 18 anos e 10 meses só porque não ter um namorado com as qualidades ideais (por muito totó ou parvóide que seja, afinal o que importa é TER um) faz de mim uma doente mental...

 

Mas a quem acreditar nestas exigências proferidas por um senhor com muitos mais anos de carreira que eu de vida - e se forem do restrito grupo de pessoas que encaixa nos parâmetros para ser considerado 'doente mental' - façam o favor de marcarem uma consulta no psicólogo mais próximo de vós e, se não conhecerem nenhum, falem comigo, que tenho os meus conhecimentos. (Que remédio!)

sinto-me: a lolar!
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

O achado que inspirou um pensamento #2 - o sorriso sincero que nos falta

Ontem no jornal "Metro" prendi a minha atenção numa carta de um leitor que abordava um assunto um pouco diferente do das outras costumadas cartas sobre as dificuldades financeiras do país/mundo, a má gestão do país pelos nossos queridos governantes e o facto de o número de assassínios e assaltos estar a aumentar assustadoramente depressa.

Basicamente, esse leitor falava da frieza, da indiferença, do afastamento que se apoderou, praticamente sem excepção, de todas as pessoas do mundo, o que se notava no facto de já praticamente ninguém dirigir ao próximo simples expressões como "Bom dia, como está?!" ou "Obrigado, tenha um resto de boa noite".

Eu concordei. Passamos uns pelos outros, corremos, trabalhamos, pensativos, apreensivos, ausentes, rabujentos, ocupados demais para oferecer seja a quem for mais do que um meio-sorriso amarelo de quem dá, apenas, a entender que "sim, eu conheço-te e tu a mim, b'dia, xau!".

Pessoalmente, esforço-me sempre por presentear todos quantos conheço ou com quem falo com um sorriso o mais sincero que me seja possível na altura. É certo que nem sempre estamos de bom-humor, mas não falo de rirmos ou fazermos rir constantemente os outros.

Falo de sorrir educadamente e desejar um bom dia, ou um bom fim-de-semana a amigos, professores, conhecidos, funcionários; Falo de acabarmos um pedido num café e desejarmos um resto de boa tarde ao senhor do balcão, a seguir a termos agradecido e pedido desculpa por termos deixado cair as moedas sem querer; Falo de irmos buscar umas fotocópias a um sítio extremamente longe, onde a dona do estabelecimento nos aborrece com os seus atrasos e mesmo assim lhe desejarmos um resto de bom dia, um bom fim-de-semana, porque foi assim que fomos educados e porque é assim que ganhamos o respeito daqueles que, por vezes, nem o merecem, por serem mal-educados e mal-intencionados para connosco. E a nossa vingança deveria ser, precisamente, ser educados, gentis e, por extensão, superiores.

 

A boa educação perdeu-se algures, por aí, no meio de toda a infelicidade e maldade para que o mundo está a caminhar. Já não é uma prioridade agradecer, pedir perdão convenientemente ou pedir licença para passar; já não é uma prioridade mostrar ao resto do mundo que a educação que os nossos pais nos deram está vincada na forma como tratamos todos com quem contactamos... Mas, certamente, a prioridade do momento é tratarmos de corrigir o destino infelizmente certo do mundo antes que seja tarde demais. Começando pelas coisas pequeninas. São os pormenores que, por vezes, fazem toda a diferença. 

 

Portanto, a todos um resto de bom dia e um excelente fim-de-semana.  

sinto-me: pensativa
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Pá, não há quem entenda...II

 imagem do site corbis.com

... o meu cabelo, de manhã. Eu lamento, mas é que há coisas que ultrapassam a minha compreensão!

Então se quando eu me deito, o meu cabelo está lindo, saído total e completamente de uma imagem mágica de anúncios a champôs - de tal forma que nem entendo como consegui pô-lo assim só com uma escova e um secador - como é possível que, pouco mais que nove horas depois disso, ele esteja cada ponta para seu lado, curvado idiotamente em sítios em que devia estar esticado e assapado em sítios onde o escovei elegantemente na noite anterior?! Poças! É de irritar uma pessoa!

 

 

 (imagem da Net)

Claro que, depois de me levantar, lhe passo furiosamente a mesmíssima escova que o dominou na noite anterior, mas já não funciona. A sério... às vezes parece-me que chego à conclusão que o meu cabelo tem mais vontade própria e uma personalidade bem mais forte e vincada que muita gente que conheço!...

sinto-me: (des)penteada
Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Pá, já não há quem entenda...

... a meteorologia. Nestes dias assoberbados de regresso à faculdade - sobre os quais tentarei falar um pouco mais, depois - tenho notado que, pelo menos cá no norte, seja na TVI, na RTP, na SIC, no Curral das Moinas ou outro, é cada tiro, cada minhoca... Só mesmo o canal da ARTv (pra quem não souber, é o canal da Assembleia da República) é que não erra nas previsões do tempo. Francamente, uma pessoa nem sabe que roupa vestir, nem que quantidade dela, nem se leve guarda-chuva ou chapéu de sol! E o processo de escolha da vestimenta e respectivos acessórios é muito dificultado pelo facto de acordar absurdamente cedo - ainda é de noite, lá fora - para chegar a horas ao trabalhinho. Bolas! Haja paciência! Ou melhor... previdência!

 

 

sinto-me: confusa!
música: Imagine
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Ainda na onda de quem está às portas do re-início das aulas sem nada que fazer...

...deu-me para ler os nicks e as mensagens pessoais que as pessoas escrevem no MSN, essa espécie de sala-de-estar virtual onde se conversa com os dedos e onde a ironia e o sarcasmo não têm pontuação nem bonecada passível de demonstrar a nossa expressão de gozo, o que gera muitos mal-entendidos, a menos que escrevamos à frente do texto algo como "loool, estou na brinca" ou "no gooozo!".

 

 

 (imagem da Net)

Portanto, em vez de admirar os quadros cá da casa, como vos contei no último post que andava a fazer, resolvi fazer um inventário mental das frases caricatas e expressões coloridas que o pessoal usa para demonstrar à comunidade virtual que já fez 'éne' anos ou meses de namoro, que continua de férias, apesar de faltarem 'xis' dias para regressar à ribalta dos tempos de trabalhinho duro, ou até mesmo que conhecem frases e ditos de gente importante que deviam estar na base da gerência da vida de cada um. E claro que ainda há os que transmitem expressões em línguas estrangeiras e mesmo línguas inexistentes, como é o caso da vossa Palavreadora, não percebem é que isso é estratégia para meter mais gente a falar connosco - quanto mais não seja, para perguntarem o que quer aquilo dizer.

 

E é com isto que acabo por me aperceber que, mesmo que não falemos com metade do pessoal 'online', 'ausente' ou 'ocupado', acabamos por ter uma ideia de como gira a vida de todos: as bonecadas e desenhicos que aquilo permite fazer nos nicks fornecem um leque inimaginável de expressões que podem ser transpostas para o ecrã, de modo a dar a entender o nosso estado do momento - e mesmo sem falar nem ver 'fulano' ao tempo, apercebi-me de que deve ter acabado o namoro com 'cicrano', devido à careta de choro que rabiscou no nick e ao texto triste que a acompanha, que mostra que o mundo pode muito bem ter parado de rodar.

Estamos na era da des-privacidade e não porque tenha sido imposta, mas porque queremos, porque vamos enrolados na onda da moda do momento. E, quer queira quer não, acabo por ser um dos conversadores virtuais com expressões curiosas no nick que acabam por relatar, em parte, um pouco do que eu sinto na altura. É um mau negócio para quem gosta de falar pelos cotovelos, como eu... Sê bem-vindo, futuro! (isto agora, sim, é mesmo só sarcasmo!)

sinto-me: bored!
Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Pró que me dá, às vezes...

Oh minha gente... isto deve, com certeza, ser falta de trabalho e excesso de férias, mas às vezes dá-me pra ter desejos esquisitos, como o caso de ter desejado intensamente, essencialmente no dia de hoje, ter um maninho ou maninha pequenitos com quem pudesse passar uns tempos divertidos ... até chegou a dar-me a vontade de ter uns maninhos para os mascarar! Dá para acreditar?!

 

 

 (imagem da Net)

Francamente, eu começo a ponderar seriamente recomeçar a trabalhar o quanto antes quando me apercebo que considero uma actividade interessante andar pela casa a admirar os quadros expostos nas paredes como se nunca antes os tivesse visto e quando chego à conclusão de que, dez minutos depois de ligar a TV, 99% dos programas que estão a dar serem já meus conhecidos por tanta vez eu os ter visto... e não falo de filmes, mas de séries, vários episódios de várias séries que, antes das férias, nem sabia que existiam.

É um pouco essa falta de equilíbrio que me enfurece... quer dizer, passo os meses dedicados ao estudo, portanto, os meses do ano lectivo, ferrada nos livros e nos trabalhos  sem conhecer patavina do que se passa nesse mundo da arte do cinema e das séries que eu tanto aprecio, enquanto que em tempo de férias, até se torna aborrecido e "bocejante" ver e rever tanta vez comédias, dramas e ficções de vidas que não existem! 

E, felizmente, em tempo de trabalho não tenho [muitas] vezes o tipo de reacção que me levaria a prevaricar em grande e a "visionalizacionar" as ditas séries em vez de estudar.

 

 

 

Ora pois muito bem... um outro argumento que prova estar aqui a minha pessoa a necessitar de regressar ao bem-bom do tempo de aulas é, precisamente, o nem tema arranjar para escrever com a devida frequência aqui no estaminé... pelo que se se re-iniciasse o trabalho escolar, talvez a vossa amiga encontrasse caricatas e narráveis situações que pudesse partilhar com os assíduos leitores. Portanto, a minha resolução é: ao trabalho! Venha ele! A faculdade, os amigos, o trabalho, venham eles! Chega de ócio e poucos afazeres! (Já estamos todos a prever que a Palavreadora-extremamente-assoberbada-de-serviço-de-um-futuro-próximo vai reler estas linhas com um olhar fulminante de quem pensa que a autora escreveu isto após três ou quatro garrafas de whiskie... )

sinto-me: preparada para o re-início
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Língua de "Perguntadora"

É certo que não é a primeira vez que me apercebo disto, mas a verdade é que às vezes caio em mim e tomo consciência de que parece que a 'idade dos porquês' chegou a mim e parou ali! Acontece que sou uma Perguntadora nata, minha gente! É a verdade. A toda a hora, em todo o momento, sobre todo o assunto, lá está a vozinha "olha, mas o que quer aquilo dizer?", e "mas então e isso acontece porquê?" e ainda "mas se assim é, porque é que ninguém faz nada contra isso?" e coisas deste género.

 

 

 (imagem da Net)

Outras fórmulas de questão são ainda "olha lá, quando eu era pequena, como é que isto ou aquilo aconteceu?" ou então "eu cheguei a fazer isto, quando era bebé?" e ainda "contas-me outra vez [entenda-se por 'outra vez' algo como 'pela milésima vez'] como é que isto aconteceu no vosso casamento?"... enfim... claro que uma das ocasiões que leva mais pergunta é nos momentos que antecedem as refeições, com a costumada "o que é que vai ser o almoço/jantar?"... já não é a primeira vez que recebo um "línguas de perguntador" como resposta. 

 

Pois foi numa dessas ocasiões que veio ao de cima uma situação passada por volta da altura dos meus meros dois aninhos de idade. 

Acontece que eu tinha uma cama daquelas pequenas, de grades branquinhas e edredão de enfeites rendados, que cabia, elegantemente, num cantinho acolhedor do quarto dos meus pais, mesmo ao pé da janela. Pois, naquela altura, pelos vistos, uma palavra que me caracterizava mais que bem era "madrugadora"... e lá estava eu, às 6, 7 da matina, a puxar com quanta força tinha - quase nenhuma - o estore da janela e a dizer, alto e bom som "xá dumi tudo!". 

Os meus pais, trabalhadores como eram - e ainda são - gostavam de apreciar o fim-de-semana no quentinho da cama por mais umas horas... pelo que, remédio santo foi mudar a miúda de quarto, fornecer-lhe quarto, cama, janela e mesinhas-de-cabeceira próprios, com o boneco preferido, o Vitinho, por companhia. 

 

 

 (imagem da Net)

E como, segundo a fiel descrição que recebeu aqui a Perguntadora, a minha pessoa de mais tenra idade resolvia, de manhã, gritar do quarto novo que já estava acordada, o meu pai não viu solução senão proibir-me de gritar antes das 9 da manhã ou até ele me vir acordar.

No dia seguinte, já proferida a dita proibição, acorda o meu pai com um gritinho falado pequeno a dizer "papááá...", ao que ele respondeu, zangado, "que é?!"... e a pequena: "que horas sãããooo?", (momento em que deve o meu pai ter pensado «ai, aquela miúda!...») "são 7 e 20 da manhã, e daí?!" perguntou, furibundo por ser acordado tão cedo, ao que, pelos vistos, a pequena que era eu respondeu "e daqui também!", voltando-se na cama para voltar a dormir! Enfim... é no que dá fazer tanta pergunta, acabamos por descobrir que a nossa infância, por vezes, pode ser reduzida ao que, normalmente, apelido de "totozice aguda".

 

E quanto a vós, caros leitores? Têm episódios caricatos na vossa infância? Também são senhores de uma língua de Perguntador? Ou isso é só defeito aqui da vossa Palavreadora? (Se bem que eu nem lhe chamaria bem defeito... é, antes, feitio!)

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

A moda e a beleza e o amor da Natureza!

Gente, façam lá o favor de me permitirem um daqueles devaneios com um quê de futilidiade à mistura quanto à despedida final das férias de Verão - que se aproxima, célere, por uma auto-estrada sem limite de velocidade máxima.

 

 

 (imagem da Net)

Apesar de apreciar mais o Inverno do que o Verão, o que mais me agrada neste último é mesmo... o vestuário. A sério, gente... tenho uma colecção razoável e coloridamente divertida de vestidos frescos e janotas que me dão um gosto imenso vestir. Eu sei que é um cliché dizer isto - e o sentimento, esse, já devia ser mais que ultrapassado, provavelmente - mas sinto-me uma autêntica princesa com eles vestidos.

 

 

 (imagem da Net)

O Inverno, como mais rigoroso que é, traz sempre o desconforto das camisolas mais grossas, dos cachecóis, das luvas, dos gordos e grandes casacos, das botas (por vezes, molhadas e enlameadas), dos guarda-chuvas revirados com o vento... enfim... um sem número de coisas que, à primeira vista, serviriam p'ra todo e qualquer um referir "bem, a miúda, com estas futilidades todas à moda de Rebelde Way ou Morangadas, detesta o Inverno"... mas não, meus senhores.

O Inverno e eu é que estamos bem um para o outro. Apesar de todos os senãos - e de eu proferir a maior parte dos impropérios permitidos a uma miúda rigidamente católica nesta época do ano, devido a chuvas, molhas, ventos e etecetras - o Inverno, com o seu encanto natural de quem consegue mostrar o poder da Natureza através de uma singela Estação, fascina-me. E não falo só do Natal, ou do facto de pelo meio estar metido o meu aniversário, ou dos meus amigos, mas falo daquilo que é característico do Inverno e que, ao ser denominado de "senão" se torna, ao mesmo tempo, num belo e dançante festival da Natureza.

 

 

(imagem da Net)

E então se nevasse!... Ai, se nevasse, quanta da minha alma não poria eu em horas perdidas à janela em puro amor pela visão que me seria dada! Quanta da própria neve não seria eu mesma a rir e saltar de alegria sincera pela demonstração de afecto que a Natureza tem para connosco e que transborda através da beleza singela e humilde dos elementos!

Eu tenho tendência a esquecer os contras e os riscos e só a voz da razão na forma do meu pai me traz de volta à realidade quando ele me diz, em tom seco, "já imaginaste os acidentes com os carros e tudo o resto, por causa da neve?!". É verdade... nem toda a decoração gloriosa de uma Estação pode aparecer sem os seus prejuízos...

 

Portanto, talvez eu não chore assim tanto a despedida do Verão e das roupas frescas, coloridas, felizes, leves e calmas. Talvez o Inverno traga, mesmo, como benefício o facto de me providenciar momentos de frescura, cor, felicidade, leveza e calma!... Juntamente com todos os outros de fúria, medo, aborrecimento e nervosismo. Porque acredito que, tal e qual a real Natureza e toda a magia que, em conjunto, os seus elementos criam com toda a sinceridade, somos mais verdadeiros connosco mesmos e com os que nos rodeiam quando todas as sensações podem passar por nós e transbordar, como seres de sentimentos que somos, criando, com humildade e sensatez, aquilo que é o melhor de nós que podemos dar ao Mundo e que, para mim, é o cerne da identidade do Ser Humano.

sinto-me: já invernal
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Verão com "cheirinho"... a comédia fatela!

Pois bem, pessoal, o pior foi mesmo o dia 23 de Agosto, sábado. À parte desse, todos os dias foram especialmente bons, e digo "especialmente" porque acarretaram consigo sempre aquele momento peculiar que fez de cada dia algo memorável - como o jogar matraquilhos com a famelga toda, mesmo tendo perdido...

O dia 23 de Agosto, no entanto, ficou-me gravado a fogo na memória pelas coisas negativas que aconteceram... fez-me, literalmente, ranger os dentes de frustação!

 

 

 (imagem da Net)

1. Acontece que acordei incaracteristicamente mal disposta, assim num jeito de mau humor contra tudo o que fosse ao contrário do que eu apelidaria de perfeito... o que nem é, de todo, meu, porque nos dias mesmo bons, costumo acordar a cantar. A má disposição chegou mesmo a levar-me a uma pequena discussão sem importância com a minha querida mãezinha, mas a coisa, como de costume, passou depressa;

 

2. Fomos - eu e a famelga - até à praia, onde a manhã até nem foi mal passada... um solzinho mesmo de Verão, daqueles de tostar uma pessoa até deixar a pele da cor saudável do moreno-de-meter-inveja, a água do Atlântico a uma temperatura razoável e um passeiozinho higiénico à beira-mar que teve como um dos muitos benefícios melhorar o meu humor.

Acontece que chega a hora de partir (que aqui a dona do estaminé é apologista de defender o corpinho das horas perigosas de sol abrasador), já estava eu mais animadinha, quando reparo que na areia está uma coisa de forma e cor estranhas, de tal modo que não onseguia o meu pobre cérebro discernir nada, na sua memória, que a semelhante fealdade se associasse. Portanto, se isto não vai de vista, vai de faro, pelo que foi através do meu nariz que me apercebi tratar-se aquilo de dejectos, fezes, massas fecais, excrementos, imundície, esterco, a letra "éme" seguida de quatro asteriscos, chamem-lhe o que quiserem, aquilo era mesmo cocó e cheirava muito mal. Cheiro esse que, diga-se de passagem, se me entranhou nos pés, nas mãos, no corpo, na roupa, inflitrando-se de tal maneira no meu querido nariz, que ameacei começar a chorar de nojo, repulsa e irritação pelas pessoas insensatas e tolinhas que levam bichinhos-ladrantes para as praias e escondem os seus 'presentes' na areia - isto presumindo eu que a porcaria fosse de canídeo.

 

                                (imagem da Net)

 

3. Cheguei a casa furiosa e ansiosa por me enfiar na banheira e encharcar-me de água e sabão. Foi o que fiz, depois de atirar ao meu pai um rápido "ligas-me o gás, por favor?!" e correr desesperadamente escadas acima.

 

 

                                    (imagem da Net)

Pois bem, meus amigos... não é que, no meio do banho, naquele lusco-fusco entre estarmos cobertos de espuma e sabão da cabeça aos pés e ligarmos a água para os retirarmos, se acaba o gás?! Ligo eu o jacto de água, espero e espero que aqueça e nada! Lá tive de gritar pelo meu pai, que me gritou em resposta, do andar de baixo, que ia mudar as botijas de gás, enquanto eu esperava ao frio, encharcada e cheia de espuma, que a água aquecesse. Garanto-vos... alguém do Departamento de Escarnecimento Social e de Tortura Individual de Natureza Ordinária (D.E.S.T.I.N.O.) esteve muito ocupado nesse dia, a infernizar-me o juízo. Tenho, mesmo, a convicção de que um ou outro funcionário desse Departamento tem a função específica de tirar um dia por mês ou por ano para, mesquinhamente, nos fazerem perder as estribeiras!

 

4. Por fim, é ao sábado que passa, na TV, uma das poucas série que gosto mesmo de seguir sem perder pitada de nenhum episódio - nomeadamente, a segunda temporada da série Heroes.

 

 

 (imagem da Net)

Sim, o que estão a imaginar aconteceu mesmo... o tal Departamento tem fulanos inflitrados nas estações televisivas, claro! Portanto, a cerejinha no topo do bolo apimentado daquele dia desesperante foi mesmo a TVI ter escolhido esse preciso sábado para não passar a série... ora, eu que já tinha esperado uma semaninha inteira para ver a continuação da história e que já estava com os nervos em franja por causa de tudo o resto... fiquei pior que estragada! Livra! Que raiva!

 

Mas bem... este foi mesmo o pior dos dias. E recordo-o amarga mas claramente, essencialmente por ter sido o único dia repleto de tanta coisa maléfica, que obliterou, por completo, qualquer coisa boa que possa ter sucedido no entretanto desse dia de infortúnios. Portanto, 'tá-se mesmo a ver que o resto do Verão passado à beira-mar foi excepcional, pelo que dou graças a Deus... imaginam a neura com que eu não estaria se todos os dias tivessem sido como esse sábado de Agosto! Credo, gente! Batam na madeira! Que o tal Departamento seja cego, surdo e mudo!!

sinto-me: a rir-me da situação
Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

No que pensamos quando temos um "bicho" de tamanho monumental

  

A minha querida Samira, já vos tinha falado dela, sendo a estrela cá da casa, não é, por isso, menos palerma do que aparenta ser, como podem ver pela foto. Digamos que, às vezes, me apanho a olhar para a criatura e a pensar como será possível que alguém possa existir quase totalmente à margem de regras e ainda assim viver à grande e a francesa, com todo o luxo e necessidades (básicas e não só) supridas. Ela dorme, come, dorme, "deixa presentes" e dorme. Só. Pura e simplesmente.

Não lhe é exigido que proteja a casa, não lhe é exigido que cumpra à risca as regras mais tolas - só aquelas essenciais à co-habitação de três seres humanos e um "bicho" - não lhe é exigido que 'o' faça mesmo no jornal, se for na zona paralela aos periódicos, num raio de meio metro, já é considerado bem feito. É uma miúda de sorte.

Até nas viagens... comprou-se-lhe um reboque jeitoso, espaçoso, mas a menina reparou que não se dá bem com tratamento abaixo de realeza... pelo que já conquistou (com aquele tamanhão) o seu lugar ao sol dentro do carro, mais propriamente ao lado do banco onde geralmente vou eu sentada. Tudo bem, eu gosto da miúda, porque não deixá-la ir deitada a ocupar quase três lugares à minha beira? (Pergunto-me como seria se pagasse bilhete... era capaz de me rosnar se lhe dissesse que tinha de pagar três).

 

 

A viagem deste ano, penso eu, também vai ser ao género preferido de Sua Canileza. Quanto a mim, já me sentei à frente dela e propus-lhe seriamente que se deixasse ir num saco dos correios até ao ponto de chegada. Garanti-lhe que eu mesma punha o selo de "Correio Azul" com o aviso à frente "Se ladrar, não ligue"... Claro que na zona (da) traseira teria de escrever "Frágil... não cheire!".

Ela não foi nessa. O problema dela continua a ser o de ser minimamente inteligente para olhar para mim com ar palerma e ofegar exageradamente, com a língua de fora, sempre que lhe faço propostas destas.

Não sei bem... mas talvez seja por esse ar apalermado que eu gosto tanto dela.

sinto-me: uma dona babada! :D
Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Infantilidades à parte...

Tenho andado espantada comigo. Há dias, deu-me para pegar numa colecção de livros velhotes que tinha cá por casa, de chamativo título "Alice", que contam a história de uns poucos anos da vida de uma miúda de doze anos que, apesar de tudo, acaba por ter os problemas, pensamentos, sensações e desastres que uma miúda de dezoito. Digo isto porque eu própria tenho acontecimentos, sonhos, desgraças e ilusões semelhantes ao que a autora resolveu incrustrar nos poucos e fictícios anos de vida da Alice.

 

 

Às tantas, dei por mim a abanar a cabeça por estar a ler livros de tal modo infantis (descobri, mais tarde, com um revirar de olhos, que na contracapa dizia "a partir de 13 anos"), mas eram de tal modo viciantes, que li tudo de uma vez - são tão finos que se lê um, com facilidade, em poucas horas - e só parei no quinto da colecção porque não tinha mais. Apesar de corar de cada vez que me obrigava a lembrar que são mesmo livros para crianças, não pude deixar de dar valentes gargalhadas com as piadas jeitosas e sarcasmos bem acomodados lá por dentro. Tal como não deixei de chorar desalmadamente - e com toda a razão - no final do quinto livro.

 

 

Chorei porque foi tão afiada a crítica, a lembrança, até, dos problemas de muitos jovens de hoje em dia, que nem me apercebi bem do que estava a acontecer, até compreender que, num livro até então totalmente infantil e doce, tínhamos chegado à parte em que era necessária uma intervenção mais forte para dar a entender que isto acontece mesmo!  

 

Uma das personagens - uma rapariga carente, gordinha, triste, maltratada pela mãe e com a horrível culpa, no peito, de ter nascido como filha indesejada - resolveu pôr termo à vida, nas palavras da autora, sendo «colhida por um comboio» (detestei a expressão, mas nessa altura já eu estava num pranto infindável), por preferir a morte a uma vida que, afinal, nem vida era.

E agora pergunto eu... quantas crianças haverá por aí que escolhem, talvez diariamente, entre a vida e a morte tão levianamente como se decidissem entre café ou chocolate? E a verdade é que, no meio da falta de vida, amor e tudo o que necessitam, acaba por fazer sentido a existência do ter de escolher. E o que assusta, o que me choca e enfurece, é que não é delas, das pobres crianças, a culpa do terem de escolher. É de quem lhes inferniza a vida... é de quem lhes põe, no prato da balança que pende para o término da vida, todas as razões e mais algumas para não existirem. 

 

Pergunto-me o que pode uma pessoa como eu fazer contra algo assim. Provavelmente há muitos que dirão "cuida bem dos teus filhos para nunca terem de sofrer essa escolha ou a pior resolução dela" mas... e todos os outros piquenos que não têm quem os guie? Sinto-me triste, furiosa, enojada com o mundo em que vivemos... e mais irritada ainda com o pouco que posso fazer para melhorar situações como esta. 

sinto-me: triste e furiosa
Domingo, 20 de Julho de 2008

Pah, não entendo...

Ainda estou para entender o porquê de a vontade e o ímpeto que por vezes tenho de escrever freneticamente um grande de um post janota serem acompanhados de uma momentânea falta de tema, numa "branca" da memória que me deixa nervosa, a ponto de gritar com a cadela por respirar demasiado alto, ou ao ponto de visitar centenas de sites para encontrar sobre o que escrever. Portanto, o facto de estar aqui a teclar, neste momento, conta, apenas, como boa intenção, apesar de ser uma miúda de férias desde finais de Maio. É verdade. 

 

 

 

No entanto, experimentem estar de férias desde há dois meses, mais coisa menos coisa, enquanto o resto da família se esfalfa a trabalhar, e perceberão que pouco mais há a fazer, em casa, sem ser ver tv durante horas seguidas, ler, e pasmacear absurdamente por aí... é triste, mas é a vida, em férias - qualquer tipo de inveja que esteja a provocar com este texto é pura coincidência.

 

Sei de muita gente, gente ainda trabalhadora, que olharia para mim com cara de "andas a beber uns copos a mais" (com o que eu responderia com uma resmungona cara de "não é nada, se prestasses atenção vias que eu tinha razão") e que provavelmente seria capaz de enumerar, na coisa de poucos segundos, uma série de 32 coisas que  poderia fazer melhor se estivesse de férias.

 

E conheço ainda muito boa gente que olharia para mim de alto a baixo e diria "vai trabalhar, vadia, que a vida não se faz pensando na morte da bezerra". Eis uma verdade. Mas, dado os problemas que  me têm afectado a vida, ultimamente - e, garanto por todos os santinhos, que eles escolheram estas férias para se acumularem - não teria lógica eu entrar num emprego para aprender a executá-lo no início das férias, para parar a meio e regressar, depois, por umas semanas, até ir de férias com a famelga. A vida é lixada. Ao menos, enquanto trabalhamos, temos a certezinha do que fazer dia-a-dia, sem ser enfardar aperitivos à frente do televisor.

 

 

 

Concluindo, considero ser este o meu contributo à sociedade: ter encontrado aos trabalhadores a razão para ainda estarem a trabalhar e não de papo para o ar na cama, às 11 da manhã. 

 

 

Fui mázinha, não fui?!...  eheh

sinto-me: mázinha LOOL
Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Profissão: Santo Escritor de Vida

Porque será que a vida nunca corre como a delineamos? Ok, ok... não estou à espera que tudo o que sonho se torne realidade, nem tenho expectativas eleavadas por aí além de que tudo o que desejo venha a ser possível... Mas também não esperava que tanta coisa "menos boa" me caísse assim nos ombros, de repente. E digo "menos boa" pelo medo de poder, eventualmente, algo pior chegar - batam na madeira! - e nesse caso, talvez eu chegasse a utilizar o termo "coisa má".

Chega a ser cruel da parte do destino encavalitar, com tanta falta de sensibilidade e tacto, tanta coisa uma a seguir à outra... se me esforçar sou quase capaz de o ouvir gargalhar na minha cara confusa.

 

Não, não sou de acreditar que a nossa vida está toda escrita como vai acontecer, de trás para a frente... sou, antes, de acreditar que cada pedaço da nossa vida está escrito e pode ser re-escrito conforme as escolhas que fizermos, os passos que tomarmos e os caminhos que palmilharmos. 

Pois bem, os tempos recentes provam que o santo encarregue de escrever a minha história era provido de um sarcástico sentido de humor. Talvez me tenha calhado o Shakespeare dos santos, no que toca ao dramatismo da entrada em cena de cada problema, mas, pessoalmente, não estou a gostar muito do Acto actual. Por favor, que se resolvam os tais problemas, que se feche o pano, façamos um pequeno intervalo, e re-inicie-se a vidinha boa e despreocupada... num género de mais Comédia romântica e menos Drama. Obrigada.

 

Uma pequena nota ao tal santo que se esmerou na imaginativa história da minha vida: estou profundamente agradecida por, a rasgar a chuva e as negras nuvens, estarem os raios de sol, mais luminosos e quentes que nunca - sejam na forma da minha família ou dos amigos.

Quanto aos problemas que me colocou: pretendo superá-los a todos heroicamente e demonstrar que sou digna do papel de protagonista nesta história. Pois, até ver, quem ri por último é o que ri melhor. 

sinto-me: com esperança!
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Sentir os sentimentos por que bate o coração...

Ao nos apercebermos da perda de algo que nos é querido - e não me refiro, simplesmente, a familiares ou amigos, mas àquilo sem o qual a nossa vida não é completa - a vida acaba por fazer todo o sentido tal e qual como é - com todos os altos, com todos os baixos - essencialmente se for repleta por uma constância nada-monótona que se torna agradável.

Ao lerem isto, podem interpretar como vos aprouver: toda e qualquer vida pode ser, apenas,  completa através da presença ou ausência de alguém (os pais, o primo da sobrinha do irmão da mãe, o amigo, o namorado, a namorada, o cão ou o peixe) ou de algo...

E acredito piamente, que, enquanto pessoas, seres humanos, é nosso dever procurarmos aquilo que nos completa e lutarmos por isso - lembrando que onde acaba a nossa liberdade e os nossos direitos, começam a liberdade e os direitos daqueles que nos rodeiam.

 

 

No entanto, a facilidade com que desvalorizamos algo tão vital quanto a nossa saúde, por exemplo, é digna de pena. O simples facto de o leitor estar a conseguir ler as palavras que escrevi deviam ser, para si, facto de extrema felicidade e orgulho imenso! O simples acto de ouvir o seu computador a zumbir ou o seu cão a ladrar devia trazer-lhe alguma paz de espírito quando se lembrasse que há muita gente no mundo que daria de bom grado um braço para ouvir um breve chilrear de um pássaro num jardim... 

 

 

É verdade, os tempos recentes puxam por uma parte mais melancólica do meu ser... é verdade, talvez tenha falhado ao pedido de certas pessoas em arranjar imagens de ídolos janotas e um textinho divertido, mas pareceu-me mais premente demonstrar a todos a minha pura alegria pelos simples factos da vida que muitos parecem esquecer, ou não lembrar...

 

E espero que no fim deste post, todos possam parar por um segundo, olhar para dentro de si e agradecer sinceramente por respirarem compassadamente um ar respirável, por sentirem, ouvirem, verem, cheirarem, provarem todos os sentimentos que fazem parte da vida e do viver, reconhecendo que sem eles não seríamos nem parte do que somos neste momento e que, com todos eles juntos, tendo os problemas que tivermos, somos perfeitos como somos essencialmente pelo facto de nos sentirmos completos!    

A todos, desejo a mais sincera felicidade para o resto da vida!

sinto-me: a sentir!
música: feelings
Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

A sorte que não calha a todos...

Pois imaginem, caros amigos, que tinham uma voz de ouro, sensacional e que resolviam aproveitá-la e colocar no Youtube músicas famosas cantadas por vós. Agora, imaginem que alguém importante descobria esse vosso talento e fazia de vós a próxima voz-sensação do mundo do espectáculo... Pois isso não é totalmente descabido... Foi algo semelhante o que aconteceu a Marie Digby, (a não ser que eu me tenha enganado redondamente na história, espero que não) que, agora, já tem as suas próprias músicas, o seu próprio álbum e, mais recentemente, os seus próprios videoclips.

Admiro muito a voz dela. Por acaso, foi uma descoberta e tanto, canta que é uma maravilha. Vou deixar-vos a música e a letra da música original dela, chamada "Spell", que, das dela, é a que mais aprecio.

 

Deliciem-se!

 

Spotlight shining brightly
on my face
I can't see a thing
and yet i feel you looking my way

Empty stage
With nothing but this girl
Who's singing this simple melody
And wearing her heart on her sleeve

And right now
I have you
For a moment i can tell i've got you
Cause your lips don't move
And something is happening
Cause your eyes tell me the truth
I've put a spell over you

Beauty emanates from every
word that you say
And captured the deepest thoughts
in the purest and simplest of ways
But you see
I'm not that graceful
Like you
Nor am i as eloquent
But just a simple melody
Can change the way that you see me

And right now
I have you
For a moment i can tell i've got you
Cause your lips don't move
And something is happening
Cause your eyes tell me the truth
I've put a spell over you

And all my life i've stumbled
But up here i am just perfect
Perfect as i'll ever be

I have you
For a moment i can tell i've got you
Cause your lips don't move
And something is happening
Cause your eyes tell me the truth
I've put a spell over you

 

 

sinto-me: musical
música: Spell - Marie Digby
Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Tentativas (quase) frustradas

Ai, gente! Pois estou aqui eu, de férias (espero eu, por favor, que não me apareça aí, numa esquina escura, um exame qualquer inesperado para fazer!) e nada de melhor encontrei para fazer a não ser... cozinhar. Exactamente. Resolvi deitar a mão na massa, abrir um livro de receitas novinho em folha e escolher a coisinha mai' bonitinha e com aspecto mais janota que abrisse o apetite à famelga trabalhadora cá da casa.  

Pois bem, escolhi a "tarte de fiambre". Convenci a minha figura paternal a ir às compras comigo - maldita dependência do carro do pai para todo o lado e mais algum! - e deitámos os dois as mãos à obra para fazer dos ingredientes uma bela tarte!

 

 

Pois bem... só faltou mesmo o Ratatouille a ajudar, porque seria sem dúvida a chave para aquilo ter corrido 100% bem e não se ter ficado só pelos 60%.

 

Acontece que, por muito à risquinha que tenhamos seguido a receita, faltou qualquer coisa, ali. Ou então foi qualquer coisa que foi posta a mais... não ficou totalmente bem... apenas... razoável, comestível... foi pena... para a próxima correrá melhor, garantiu-me a minha querida mãe.

 

Até lá, lá tiveram eles - e eu! - de comer a tarte toda, que também não somos de deitar comida fora.

E pronto... mais uma vez, ficou comprovada a minha falta de jeito para qualquer "cozinhação" de refeições que não tostas e sobremesas. (Que essas, ao menos, ficam bem boas! :D)

 

Até amanhã, malta. Façam o favor de serem felizes.

sinto-me: "cozinhadora"
palavreado por Palavreadora às 22:07

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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Um olhar para o futuro...

Há pouco, por MSN, numa conversa com uma amiga, aconteceu eu perguntar que curso iria ela seguir. A resposta foi o habitual: esperançada, confiante, repleta de sonhos e desejos, aventuras e sucessos, soluções para problemas possíveis e inimagináveis.

Eu sorri, por dentro. Também costumava ser assim e imaginar-me a realizar os meus desejos, sonhar com mil e uma profissões, todas elas de um sucesso estrondoso e todas elas nada mais do que isso mesmo: um sonho.

 

 

A minha primeira reacção, depois de falar com a minha amiga, foi de cepticismo. A ideia de realizar os sonhos tal como os delineamos parece-me tão absurda e inatingível, que sempre que oiço alguém descrever o seu sonho de vida, parece-me algo digno de uma boa ficção ou de um mau romance: para mim, a vida nunca é como a rabiscamos em pensamento.

 

Depois, algo acendeu uma luz no meu cérebro: para que estamos aqui, afinal? Quer dizer, vimos ao mundo, fazemos de tudo para sobreviver, com que propósito? Alguma razão há-de ter... e porque não...? Pois... porque não esse propósito ser, precisamente o sermos felizes?

 

Se eu estou neste mundo, resignada a ter de viver, então que seja a viver bem, certo?

É certo, também, que há que fazer pela vida: ninguém vive sem pão para comer e água para beber e eles não crescem do nada...

Então surgiu-me... como conciliar a procura inesgotável da felicidade com a necessidade intransigente de sobrevivência através dos métodos e recursos que o nível exigente que o mundo alcançou exige? Ou seja... como sobreviver E ser inteiramente feliz?! Será possível?

 

E vós, caros leitores, que dizeis? Que mais vos importa? A felicidade? O alcançar tão esperado dos sonhos? Ou o poder sobreviver com os recursos suficientes que mais tarde talvez vos poderão permitir serem felizes?

sinto-me: confusa
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Enquanto o trabalho ocupa demais...

Pessoal, como ainda tenho de estudar para as frequências de amanhã, trago-vos o resto das histórias janotas mais tarde. Por agora, deixo-vos esta música. Apaixonei-me por ela. Não sei porquê, mas toca-me cá dentro de uma maneira, que nem sei explicar... ouçam a letra... é lindíssima, era este o tipo de carta de amor que gostava de receber. É apaixonante.

Fiquem bem.

 

sinto-me: apaixonada pela música
música: Hey there delilah
palavreado por Palavreadora às 16:12

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Domingo, 18 de Maio de 2008

Outra história, e coisa e tal! :)

Cá vos trago uma outra história, esta sem título, mas o poema diz tudo! Ora apreciem:

 

«Há dias, na capital

deu-se um desastre fatal

que por ser especial

mereceu ir para o jornal:

Um velho jovial,

chamado Manuel Pascoal

ao passar no arsenal

apanhou com um saco de cal

no parietal.

Atirado com uma força bestial,

o velhote começou a sentir-se mal

e a sua fraqueza foi tal

que caiu num lamaçal.

Conduziram-no ao hospital

lá lhe deram um cordial

que por azar afinal

lhe foi nocivo mortal.

Escreveram para o Seixal

donde ele era natural

informando num postal

o desastre fatal.

Veio a família em geral

e aí pelas três e tal

fez-se o funeral.

A caminho do portal

do cemitério oriental,

após um balde de cal

o deitaram num coval

e o parente principal

fez o discurso usual:

"Aqui jaz Manuel Pascoal

nascido no dia de Natal

e falecido no Carnaval

por causa de um saco de cal

que lhe deu no parietal.

Como dote total,

deixa apenas no quintal

um pequeno laranjal

nas traseiras do casal,

casado com Ana Pardal

deixa à viúva legal

um coçado enxoval

e os restos do brasal

do seu tempo matrimonial.

Era um marido ideal

como não havia igual

na capital.

Teve outrora um cafezal

lá na África ocidental

mas uma questão criminal

levou-o a tribunal

ficando na miséria social.

Operário manual

sem sócios nem secursal

batia qualquer profissional

em mecânica industrial.

Pobre Manuel Pascoal

que triste o teu carnaval

assim Deus te "fal"

no descanso eternal

Ponto final."»

 

Eheh! Quanto a vocês não sei, mas que eu acho uma piada a esta história, lá isso acho!

Fiquem bem!

sinto-me: com vontade de partilhar!
Sábado, 17 de Maio de 2008

No meio da poeira do tempo de três longas gerações...

... acabei por encontrar a relíquia que é um pequeno caderninho, bege, fino, velho, preenchido com a letra jovem e apressada do meu pai. Ao que parece, quando ele era (bem) mais novo, muniu-se de gravador e pedinchou com jeito ao pai (o meu avô) que recitasse para a máquina aquelas preciosidades e aqueles tesouros do nosso povo que o encantador senhor conseguia, com tanta paciência e uma memória de louvar, manter na cabeça, já de si tão ocupada.

 

Decidi resgatar essas histórias perdidas no tempo e mostrá-las, com todo o orgulho de filha e neta babada, aos interessados da blogosfera.

 

Acontece que a primeira das histórias se intitula "Correspondência" e se desenrola da seguinte maneira:

 

 

«Do filho:

"Querido pai: Escrevo-te na segunda, para que saibas na terça que não terei dinheiro nenhum na quarta. E se não me mandares na quinta para que eu receba na sexta, partirei de autocarro no sábado e chegarei aí no domingo."

Do pai:

"Querido filho: Tua carta escrita na segunda chegou-me às mãos na terça. Respondo-te na quarta para que saibas na quinta que não terás dinheiro nenhum na sexta. E se partires de automóvel para cá no sábado, vais levar umas boas chapadas na cara no domingo."»

 

Voltarei dentro em breve para vos mostrar mais uns quantos poemas e histórias curiosas que o tempo não conseguiu apagar.

A todos, um bom fim-de-semana.

sinto-me: com vontade de recordar!
música: Recordar é viver!

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§ PeSquIsAr um PaLaVrEaDo

 

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