Domingo, 18 de Maio de 2008

Outra história, e coisa e tal! :)

Cá vos trago uma outra história, esta sem título, mas o poema diz tudo! Ora apreciem:

 

«Há dias, na capital

deu-se um desastre fatal

que por ser especial

mereceu ir para o jornal:

Um velho jovial,

chamado Manuel Pascoal

ao passar no arsenal

apanhou com um saco de cal

no parietal.

Atirado com uma força bestial,

o velhote começou a sentir-se mal

e a sua fraqueza foi tal

que caiu num lamaçal.

Conduziram-no ao hospital

lá lhe deram um cordial

que por azar afinal

lhe foi nocivo mortal.

Escreveram para o Seixal

donde ele era natural

informando num postal

o desastre fatal.

Veio a família em geral

e aí pelas três e tal

fez-se o funeral.

A caminho do portal

do cemitério oriental,

após um balde de cal

o deitaram num coval

e o parente principal

fez o discurso usual:

"Aqui jaz Manuel Pascoal

nascido no dia de Natal

e falecido no Carnaval

por causa de um saco de cal

que lhe deu no parietal.

Como dote total,

deixa apenas no quintal

um pequeno laranjal

nas traseiras do casal,

casado com Ana Pardal

deixa à viúva legal

um coçado enxoval

e os restos do brasal

do seu tempo matrimonial.

Era um marido ideal

como não havia igual

na capital.

Teve outrora um cafezal

lá na África ocidental

mas uma questão criminal

levou-o a tribunal

ficando na miséria social.

Operário manual

sem sócios nem secursal

batia qualquer profissional

em mecânica industrial.

Pobre Manuel Pascoal

que triste o teu carnaval

assim Deus te "fal"

no descanso eternal

Ponto final."»

 

Eheh! Quanto a vocês não sei, mas que eu acho uma piada a esta história, lá isso acho!

Fiquem bem!

sinto-me: com vontade de partilhar!
Sábado, 17 de Maio de 2008

No meio da poeira do tempo de três longas gerações...

... acabei por encontrar a relíquia que é um pequeno caderninho, bege, fino, velho, preenchido com a letra jovem e apressada do meu pai. Ao que parece, quando ele era (bem) mais novo, muniu-se de gravador e pedinchou com jeito ao pai (o meu avô) que recitasse para a máquina aquelas preciosidades e aqueles tesouros do nosso povo que o encantador senhor conseguia, com tanta paciência e uma memória de louvar, manter na cabeça, já de si tão ocupada.

 

Decidi resgatar essas histórias perdidas no tempo e mostrá-las, com todo o orgulho de filha e neta babada, aos interessados da blogosfera.

 

Acontece que a primeira das histórias se intitula "Correspondência" e se desenrola da seguinte maneira:

 

 

«Do filho:

"Querido pai: Escrevo-te na segunda, para que saibas na terça que não terei dinheiro nenhum na quarta. E se não me mandares na quinta para que eu receba na sexta, partirei de autocarro no sábado e chegarei aí no domingo."

Do pai:

"Querido filho: Tua carta escrita na segunda chegou-me às mãos na terça. Respondo-te na quarta para que saibas na quinta que não terás dinheiro nenhum na sexta. E se partires de automóvel para cá no sábado, vais levar umas boas chapadas na cara no domingo."»

 

Voltarei dentro em breve para vos mostrar mais uns quantos poemas e histórias curiosas que o tempo não conseguiu apagar.

A todos, um bom fim-de-semana.

sinto-me: com vontade de recordar!
música: Recordar é viver!

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