Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Um novo ano que começa

Era um Ano Novo, fresquinho, aventureiro, sincero, alegre, do mesmo tamanho que muitos outros que por ali haviam passado. Não conhecia ainda o mundo, não sabia o que esperar, mas estava ansioso... afinal, haviam-no recebido com foguetes e tudo! E com gritos e apitos e euforia! - ele havia, certamente, de ser muito importante. Talvez mais importante e moderno que o anterior, tinha até um número maior! 

 

 

O Ano Novo foi passando, alegremente, virado sempre ligeiramente para Sul, admirando as pessoas que regiam a sua vida através ele. A quantidade de cópias de si mesmo que as pessoas usavam consigo, como agendas!! O Ano Novo sentia-se radiante e orgulhoso...

 

 

Acabou por se tornar mais maduro, lá para finais de Março. Admirou o Mundo e os que o habitavam. Estranhou que pessoas que convivessem diariamente se dessem tão violentamente e se zangassem por meros assuntos sem interesse, tornando as pessoas materialistas, gananciosas e egoístas.

 

 

Era mesmo de admirar... A partir da terceira semana de Junho, já como Ano Avançado, começou a ficar seriamente repugnado com a atitude de certos homens, que se nem "h grande" tinham, nem "h" mereciam... Havia homens adultos que descarregavam a fúria de uma vida fracassada em pequenas crianças indefesas e inocentes, que perdiam a jovem vida tão cedo que não chegavam a saber e conseguir pronunciar um pedido de ajuda.

 

 

Havia homens adultos que ceifavam vidas humanas, directa ou indirectamente, como quem varre pó do chão... Havia homens adultos que roubavam a pessoas pobres e tristes o que pouco que tinham para acumular no muito e incontável que já possuíam...

 

 

Em Dezembro, o Ano, já Velho, não estava triste por partir. Estava cansado dum ano de existência cruel, com alguns rasgos de felicidade como luzes intermitentes provindas de algum dia excepcional em que alguma guerra fora terminada a tempo - antes da dizimação de todas as formas de vida do país. 

 

 

Não, o Ano Velho não se queixava por dar lugar a um Ano Novo e inexperiente. Já vivera tanto por uma vida, por biliões delas, até, e precisava de descansar. O Ano Velho tomou uma nota mental para lembrar ao seu chefe o quão assustador era o estilo de vida dos seres que dominavam o planeta. Planeta que estava a ser destruido por esses mesmos seres, essencialmente devido ao exagerado aquecimento global.

 

 

No dia 31, o último do Ano, o Ano Velho respirou fundo, bem fundo, e rezou. Rezou por todas aquelas vidas distraídas e apressadas, rezou por todas aquelas vidas que já quase nem vidas se podiam chamar e rezou por aqueles que, no meio daquilo tudo, lutavam contra aquilo tudo! 

 

Quando o Ano Velho expirou, um Ano Novo chegou. Era um Ano mesmo Novo, fresquinho, aventureiro, sincero, alegre, do mesmo tamanho que muitos outros que por ali haviam passado...

palavreado por Palavreadora às 14:45

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