Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Viagem sem retorno...

 

É urgente reconhecer a urgência de nos sabermos urgentemente perdidos num sem-fim de um inúmero de coisas nenhumas…urgentes!
 
 
Por isso digo a mim mesma que sei quem sou e que me encontro, por e para mim mesma… Sou eu e fujo ao mesmo tempo!
 
 
E se for tentar encontrar, no meio do nenhures em que nos envolvemos, dia-a-dia, um pedaço de mim ou do que fui, encontrá-lo-ei coberto de gelo ou de solidão, porque isso é o mesmo que Ser, hoje, e é o mesmo que encontrar uma alma perdida no meio da neblina.
 
 
E não preciso de te dizer que não sei onde estás, porque tu já sabes… deixámos de ver há muito tempo. Deixámos que aquele frio nos despisse de toda a felicidade e de toda a visão do mundo em que “vivemos”, não porque uma seja outra, mas porque reconheço que sem uma, não há a outra. E tu sabes isso? Reconheces que, como eu, já não vês e que praticamente não estás aqui?
 
 
Eu tento ficar. Tento, a sério. Tento ficar e prender-me ao pouco que sou, ao pouco que é meu, que sou eu e és tu… e como tu já fugiste, prendo-me àquela árvore que ainda tem as raízes mais sólidas que o meu ser… e que o meu viver e que o meu olhar e que tudo aquilo que eu possa fazer na “vida”.
 
 
E tu? Sabes “viver”?
                                      

E o que é o amor? Lembras-te? Também fugiu, há pouco tempo… só há os restos, só aquilo que ainda me veste de trapos, e mesmo assim, estou quase despida.
 
 
E a amizade? É mais forte que nós? É mais forte que o mundo que está a acabar? Não sei… para mim, desapareceu contigo. Não a vejo, não a sinto, não lhe toco, nem a cheiro…
 
 
De qualquer maneira, os meus sentidos já não são o que eram… Ver, já não vejo. Já não sinto o sabor da fruta fresca – que fruta fresca?! – nem ouço pássaros a cantar, felizes – mas também, já não devem existir pássaros para ouvir. Fugiram contigo, ou foram ter com Deus.
 
 
Sinto-me como se adormecesse… foi isto que sentiste, quando te foste? É muito estranho. Já não sinto aquela urgência… Mas também, já não há nada para salvar.
Deitei-me. É como se me prendessem aqui, como se eu soubesse que não há possibilidade de voltar… para onde?!
 
 
Agarram-me. É suposto ver-se uma luz? Mas eu já nem vejo…
 
 
Puxam-me. Sinto-me libertar-me. De certo modo, é aliviante. Desde que não volte… até pode ser que me encontre comigo, no sítio para onde vou.
 
 
Serei a última a partir?
 
 
Ainda me lembro do último som que ouvi.
Era a voz de uma criança. A última criança que eu conheci… Eu.
Disse: “Adeus, mundo.”
 
 
Soltei-me.
 
 
E parti.

Para a Mafaldinha do meu coração! :D

  Minha querida Mafaldinha do coração! Esta é a forma mais bonita que escolhi para te agradecer não só o lindo comentário que fizeste no meu blog como também o facto de seres uma pessoa maravilhosa, divertida, querida e amorosa.

Temos de nos encontrar! Tenho a impressão que da última vez que nos vimos não ficou bem esclarecida a questão da barbixa e do bigode! E é evidente que vamos para Hollywood as duas. Já comprei os caderninhos e já escrevi a frase em metade de um deles. Não tenho tido tempo para mais. Quanto aos bilhetes, estão à espera, na carteira. Quando quiseres, é só dizeres!

E, claro, BALELAS é nome de bolacha! :)

E para honrar a nossa amizade e a beleza, aqui está a "nossa" foto, "aquela" foto...

Tás preparada para os conhecer?

:D

Bjinhos muito grandeeeees!

Continua assim uma pessoa fantástica!

Bjinhos gigantes!

PaLaVriNhAs: , , , ,
Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Caminhos

  Imaginei-me a percorrer um caminho de neve assim... Imaginei um sem-número de coisas que poderia fazer se conhecesse um local assim... conheceria a magia em pessoa, sem dúvida! Acredito que locais assim têm a sua prórpria vida, que nascem e vivem como nós... e respiram e riem-se por nós e connosco!

Gosto tanto de observar, apreciar a Natureza, na sua simplicidade! É tão vívida, transmite tanta energia, tanta felicidade! Desejo diluir-me nela como quem faz parte destas árvores, como quem é a própria neve e percorrer, ao mesmo tempo, o caminho, sentindo o frio e o calor da existência num só sentido! Seria tão bom!

Reconheço-me a mim mesma em paisagens como esta... talvez um dia eu já tenha sido uma folha, um fruto, um nuvem, uma erva verde, a alegria de alguém...

Espero que também eu possa, enquanto pessoa, transmitir alguma alegria a alguém, seja por que for!

E desejo o máximo de felicidade possível a todos aqueles que amo do fundo do coração  a todas as pessoas do mundo.

De conselho, posso apenas dizer que lutem por ela. Porque vale tão a pena!

Sempre vossa,

Filipa

É Natal!...

  É Natal! A melhor época do ano!... Pelo espírito, pela alegria, pelas luzes, pelo cheirinho familiar das nossas casas, pelas toalhas coloridas, vermelhas e douradas, pelos "Pais Natais" pendurados nas janelas, pelas mensagens curtas, mas lindas, de um simples «Feliz Natal»...

E o presépio, a lareira quentinha, os doces, a família, os amigos, os sorrisos, os laços dos presentes, os próprios presentes (!), os abraços e os beijinhos...

Desejo a todos os meus amigos, familiares, pessoas conhecidas, pessoas não conhecidas, um Óptimo Natal e um Felicíssimo Ano Novo...

Para todos, que o melhor deste ano seja o pior do próximo!       

Um beijinho muito doce!

Para sempre vossa,

Filipa 

sinto-me: natalícia
música: thank God it's Christmas
palavreado por Palavreadora às 10:57

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